II · Coleção
Consolas retro
Das de sala às de bolso. A minha maior coleção, peça a peça.
A casa-museu
Toca numa vitrine para ver o que lá está.
A minha história
Antes de colecionar, jogava.
Toca num nome sublinhado para ver a sua história
Antes do Spectrum, a moda eram umas consolas a que chamávamos «TV brinca». Havia quem tivesse a Philips Videopac. Lembro-me também de o meu pai ter importado, através de um amigo, uma consola com uma espingarda: a Adman Grandstand 5000. A original já não a tenho, mas comprei mais tarde uma igual.
Depois veio o ZX Spectrum 48K, que tive logo nos primeiros meses em que chegou a Portugal. Foi, sem dúvida, a maior paixão que tive por uma máquina de jogar. Jet Set Willy, Manic Miner, Kokotoni Wilf, Chuckie Egg e Bomb Jack prenderam-me horas a fio, e ainda hoje me dão gozo nas versões originais. The Sentinel também me marcou.
Tive depois um Commodore 64, de que não guardo grandes memórias. Talvez o tenha tido por pouco tempo. Entretanto, comprámos um Amiga 500, entre três amigos: eu, o Pedro Ramalho e o Pedro Freitas. Partilhámo-lo. Outra máquina apaixonante: achávamos que a diferença entre as versões do Amiga e as das arcades era mínima, e o Bubble Bobble era a nossa referência.
Fui também frequentador de salões de jogos. Ver os arcades que me marcaram.
Na loja de informática da Orpheu, para onde fui trabalhar, o mais importante eram as revistas. Vendíamos a MicroHobby, espanhola, de Spectrum, que ainda hoje voltou a sair. Além dela chegavam outras: a Microse7e, portuguesa, e o suplemento Pokes & Dicas, do jornal A Capital. Lá fora, a imprensa britânica era enorme: Crash, Your Sinclair, Sinclair User e Zzap!64.